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Review Show - Iron Maiden - SP Imprimir E-mail
Escrito por Flávio Costa   
01-Mai-2008

 

A animação era extremamente visível em cada um dos que compareceram ao estádio do Palmeiras nesse domingo, um dia especial para muitos ali presentes, inclusive este que vos escreve. Um show recheado de clássicos do Iron Maiden, apenas dos 7 primeiros álbuns era algo praticamente inimaginável, mas que a banda fez questão em tornar realidade com o relançamento do DVD “Live After Death”, e a turnê, entitulada “Somewhere Back in Time Tour”. Muito bem, voltemos no tempo então!

 

Pontualmente às 19:00, Lauren Harris começou a mais difícil missão do mundo: abrir o show de seu pai, em frente a 45.000 fãs sedentos por Iron Maiden. Como a moça se saiu? Muito bem, apesar de sua música não se encaixarem no estilo de um show desse porte e de sua voz não ser lá aquelas coisas, a banda se esforçou bem, tocou aproximadamente 40 minutos e suas músicas não são excelentes, mas é algo que se pode escutar sem maiores transtornos.

 

Ao final do show de Lauren Harris, uma chuva inesperada caiu sobre todos. Começou fraca, mas ganhou força e, ajudada pelo vento, molhou muito tudo o que havia naquele estádio. Em 5 minutos tudo estava encharcado, inclusive o palco, como veremos a seguir. Fato engraçado: quando a chuva começou a ficar mais forte, todo mundo começou a xingar São Pedro (!), e o mesmo parece ter ouvido, pois a chuva ficou ainda mais forte. 

 

O som mecânico, feito pela rádio Kiss FM de São Paulo, que promoveu o show, voltou a rolar, até o momento em que “Doctor Doctor”, clássico do UFO, começou a soar alto nos PAs. Peraí, mas o UFO é a banda favorita de Steve Harris! Com isso em mente, imaginem as luzes se apagando enquanto o clássico rolava na íntegra. Quando as luzes se apagam, começa a instrumental “Transylvania”, e imagens da banda em turnê passam no telão. Terminado o vídeo e a música, começa a introdução mais esperada por 11 entre cada 10 fãs da banda: “Churchill Speech”, a mesma do “Live After Death”, anuncia a música de abertura mais bombástica de qualquer turnê do Maiden: “Aces High”. A seqüência continua com “2 Minutes to Midnight”. Após as duas primeiras pancadas, quem ainda estava de pé viu Bruce Dickinson cumprimentar a todos, reafirmar o motivo da atual turnê e começar a ter problemas com o palco. Ainda assim, “Revelations” foi feita com perfeição. Ao final dela, Bruce, com seu habitual bom humor, toma impulso e sai correndo pelo palco, até pouco antes da metade. Ali mesmo, escorrega na imensa poça d’água que se formou (alguém ainda se lembrava da chuva?), quase caiu ao final do trajeto e ainda disse: “Parece que estou surfando por aqui”. Nisso, dois roadies da banda entram no palco com rodos nas mãos, começam a retirar a água dali, e outros dois chegam com toalhas e enrolam a cabeça de Bruce nelas. Brincadeiras à parte, Bruce sai do palco, a banda começa “The Trooper” e o vocalista volta com a bandeira da Inglaterra em mãos e um colete vermelho, que virou rotina desde a turnê de “Brave New World”. Outra pausa para Bruce falar, dessa vez sobre um saudosismo que eles sentiram ao relembrar as músicas da época de ouro da banda, mas disse que a letra da próxima música serviu de inspiração para seguirem em frente, ou seja, “Wasted Years”. Detalhe: a introdução da música, uma das mais belas da carreira da banda, foi feita por Smith e Gers juntos (!), mostrando a todos que não existe essa coisa de rivalidade entre eles após o retorno do primeiro à banda junto de Dickinson.

 

Depois da comoção geral de todos, “Can I Play With Madness” vem mostrar que o álbum “Seventh Son” também está incluído na turnê. Em outro de seus longos discursos, Bruce dá uma aula de Literatura Inglesa a todos que o ouvem. Ao fim disso, uma das músicas mais aguardadas do show: “Rime of The Ancient Mariner”. Quem diria que uma música tão longa fosse empolgar tanto? A seqüência com “Powerslave” nos leva de volta ao “Live After Death”, e Bruce continua usando sua máscara (a nova, por sinal, é estranha) para cantar essa música. Depois disso, outros clássicos: “The Number of The Beast”, “Heaven Can Wait” (com direito aos fâs pulando no palco), “Fear of The Dark” (for a de contexto, mas sempre bem recebida), “Run To The Hills” e “Iron Maiden”, sempre com Eddie invadindo o palco. Dessa vez, a banda resolveu retomar o boneco em sua fase andróide, do disco “Somewhere In Time”.

 

Uma breve pausa, e a banda volta. Bruce fala mais um pouco, Murray erra a introdução, mas no final “Moonchild” veio como uma grata surpresa ao set-list. “The Clairvoyant” vem logo em seguida (enquanto muitos aguardavam “The Evil That Men Do”, única falta sentida na turnê) e, para encerrar com chave de ouro, “Hallowed Be Thy Name”. Ao final dessa música, o palco ainda ficou às escuras, com aquela cara de que haveria um outro retorno, mas ficou só nisso. Só nisso?!?!? E a gente ainda queria mais?!?!?

 

Pois é, a gente sempre quer mais. Tanto que, em um dos discursos de Bruce, ele disse que a banda voltaria ao Brasil entre o final de 2008 e o início de 2009. Junto minha voz às outras que, ao ouvir tais palavras, disseram: EU VOLTO!

 

Set-list:

Intro – Doctor Doctor – Transylvania - Churchill’s Speech
1. Aces High
2. 2 Minutes To Midnight
3. Revelations
4. The Trooper
5. Wasted Years
6. Can I Play With Madness
7. Rime of The Ancient Mariner
8. Powerslave
9. The Number of the Beast
10. Heaven Can Wait
11. Fear of The Dark
12. Run to The Hills
13.
Iron Maiden

Bis:
14. Moonchild
15. The Clairvoyant
16. Hallowed Be Thy Name

 
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