| Review Show - Deep Purple |
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| Escrito por Flávio Costa | |
| 01-Mai-2008 | |
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Pois é, mais uma vez os velhos ingleses fazem uma paradinha em território brasileiro, desta vez para divulgar o lançamento de seu DVD “We All Came Back To Montreaux”. A abertura foi feita pelo guitarrista brasileiro Faíska, porém este redator que vos fala chegou no momento exato de sua saída do palco. Com isso, fico devendo comentários sobre essa apresentação, mas muitos disseram que foi excepcional. Dito isto, vamos ao ponto principal: Purple! Com apenas 25 minutos de atraso (o show estava programado para as 20:00), a banda sobe ao palco de cara com Pictures of Home, do álbum Machine Head (aquele clássico). Impressionante a vitalidade desses vovôs, principalmente de Ian Gillan, que acabou de completar 60 anos de idade e é um dos que mais tem energia no palco. Claro, a voz dele não é mais a mesma, mas continua com o mesmo timbre de 1972. Emendaram com mais duas, “Things I Never Said” (bônus japonesa de “Rapture of The Deep”) e “Into The Fire” (do “In Rock”, outra ressurreição). Apesar desta última ser um clássico, a platéia não se empolgou tanto e, talvez percebendo isso, fizeram “Strange Kind of Woman”. Assim, mais uma música nova, “Rapture of The Deep”, excelente composição do último trabalho de inéditas da banda de mesmo nome. “Mary Long”, outra ressurreição do “Who Do You Think You Are”, veio do fundo do baú para animar os fãs mais velhos. Mais uma nova, “Kiss Tomorrow Goodbye”, e então é chegada então a hora do solo de Steve Morse, e a já famosa “Contact Lost”. Usando todos os botões de sua guitarra, Morse muda constantemente os efeitos utilizados, até chegar no riff clássico de “Sometimes I Feel Like Screaming”, certamente uma das mais belas baladas que eu já ouvi. Mas creio que a música não estava no repertório, porque logo após o Credicard Hall vir abaixo com o riff, Gillan chega em Morse com aquela cara de “e aí? Vai ou não vai?”. Pois é, foi. E foi sensacional. Logo ao final da música, Morse continua seu solo com “The Well-Dressed Guitar”, onde insere pedaços de Sweet Child O’Mine (Guns n’ Roses), Paranoid (Black Sabbath) e Strawberry Fields Forever (Beatles). Terminado o solo, mais uma ressurreição: “The Battle Rages On”, do álbum de mesmo nome, o último de Ritchie Blackmore na banda. Uma leve introdução de teclado, que traz os primeiros acordes de “Lazy”, outra do “Machine Head”. Depois desse clássico, outro solo, desta vez de teclado, e Don Airey mostrou a todos que não deve nada a Jon Lord. Não deixou a bola cair em nenhum momento, e ainda criou um novo padrão nos shows da banda: lançar o tema de Star Wars como introdução a “Perfect Strangers”, de longe a música que mais agitou a todos os presentes até aquele momento. Sim, somente até aquele momento, porque depois disso foi só paulada na orelha. Olha a seqüência: “Space Truckin’”, “Highway Star” (com sua famosa introdução “fade in”) e “Smoke on The Water”, o trio de ferro do álbum que já citei duas vezes aí acima, mas não canso de me falar: “Machine Head”. Não conhece Purple? Ouça esse álbum, e eu te provo que conhece sim, e muito! Set-list: |
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