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Entrevista: Broken Dreams - Curitiba Imprimir E-mail
Escrito por Evelise Kowalckyk dos Santos   
07-Set-2007


Momentos fortes e pesados combinados – com identidade – a elementos sinceros e simples, tirados tanto da vida dos integrantes quanto de qualquer outra pessoa. A Broken Dreams chega como apenas mais uma banda, mas nos envolve com alegria e sentimentos singulares, e nos traz a tona sem tirar o doce da criança!

Broken Dreams é:

Guto - Vocal e guitarra

Kbça - Vocal e guitarra

Luciano - Baixo

Jean - Bateria


 Rock Music: Qual é a história da formação da banda, e o que tem motivado vocês?

Broken Dreams: A Broken Dreams surgiu entre o fim de 2004 e começo de 2005, eu (Guto), Jean e Kbça já tocávamos juntos em outra banda, mas resolvemos mudar um pouco o estilo de som e incorporar mais um integrante, e com essa formação (2 guitarras, baixo, e batera) gravamos nosso cd demo no meio de 2005, e foi bacana porque tivemos uma boa aceitação na cena, tanto que só agora em 2007 que paramos com os shows de divulgação da demo pra poder gravar um single que vai sair logo mais. Quanto à motivação, pode-se dizer que a coisa mais importante e que mais nos motiva é ver o pessoal cantando nossas músicas e curtindo nosso som, porque se fosse depender da parte financeira seria difícil, afinal somos uma banda independente, e bandas independentes no nosso país dificilmente conseguem ter um bom retorno financeiro.

 

RM: Então, como acaba funcionando a busca por shows de uma independente como vocês?

BD: Isso é até curioso porque quando começamos a banda nós queríamos muito tocar mas ainda não conhecíamos muito bem a cena, não tínhamos muito contato com produtores, mas ao longo do tempo fomos conhecendo gente nova, conhecendo produtores de shows e o mais importante na nossa opinião: fazendo amigos, e a partir daí a coisa foi fluindo, desde o lançamento da demo sempre marcando shows e conseguindo levar nosso som pra quem quer ouvir.

 

 

RM: Poderíamos dizer então, de uma forma geral, que tudo depende da iniciativa da banda? E o reconhecimento do trabalho de vocês?

BD: Tudo começa na vontade de fazer o sonho virar realidade, mas é aquela velha história, não adianta só sonhar, tem que trabalhar pra isso também,e é isso que viemos fazendo desde o início da banda. Não diríamos que nosso trabalho já foi 100% reconhecido, ainda podemos conquistar bem mais coisas, mas estamos no caminho. Broken dreams tá na área, se derrubar é pênalti (risadas).

 

RM: E existe algum tipo de apoio que vocês recebam? O tempo melhorou as coisas para a banda ou a evolução é lenta na independência?

BD: Como já dito anteriormente, nosso maior apoio é a galera que vai no show, que compra o cd, que nos dá o incentivo que precisamos pra continuar. Como a maioria das bandas independentes, nós não temos nenhum apoio financeiro, gostamos muito da expressão "andar com as próprias pernas", e é isso que fazemos. No que diz respeito à evolução da banda, acho que isso vai ficar muito claro quando lançarmos nosso single, pois acredito que todos aqueles que tiveram a oportunidade de ouvir nossa demo vão se surpreender, não só com qualidade de gravação mas também com a qualidade de composição e execução das músicas, o tempo, e nosso próprio esforço foram os principais fatores que contribuíram pra que essa evolução acontecesse.


RM: Existe alguma vontade de deixar de ser independente, então?

BD: Acho que não estaríamos sendo sinceros se falássemos que não. Essa vontade de sair do meio independente sempre esteve presente entre nós, desde o início da banda, nosso sonho é viver da música que fazemos, e o melhor jeito pra conseguir isso na nossa opinião seria saindo do meio independente. Mas isso não quer dizer que não gostamos de ser uma banda independente, até porque o que chamam de "cena underground" está sendo uma excelente vitrine ultimamente, já nos ajudou muito e creio que continuará ajudando.


RM: Visto que existem determinações de algumas gravadoras, quanto ao conteúdo/estilo das músicas, existiriam divergências, claro. Vocês aceitariam isso pelo fim da independência?

BD: Acreditamos que esse lance de ter que "mudar" o som pra entrar em uma grande gravadora vale mais pra bandas com som mais pesado, não diríamos que a Broken é uma banda com som extremamente pesado e não acha-se que tenhamos que mudar nosso som pra entrar no chamando "mundo pop", bandas como Nx Zero e Strike estão aí pra provar que o "punk pop nacional"(ou como quiserem chamar) tem sim seu espaço nas grandes gravadoras. Mas vale lembrar que se tivéssemos que mudar a essência do nosso estilo pra sair do meio independente não aceitaríamos nunca, pois o bacana pra nós é poder fazer aquilo que gostamos e em que acreditamos.

 

RM: Ótimo, então vamos falar do futuro. O que existe na mente dos integrantes da banda para o futuro da Broken Dreams?

BD: Nós pretendemos lançar um single como já comentado anteriormente, e trabalhar na divulgação dele pra tentar crescer mais ainda e conseguir cada vez mais reconhecimento na cena. Dependendo da aceitação desse single nós vamos definir mais coisas, até porque com o mercado fonográfico em crise fica difícil falar em lançamento de álbum, nesse ponto o futuro ainda é muito incerto.


RM: Boa sorte para vocês então! Alguma consideração final e aviso ou agradecimento?

BD: Nós agradecemos pela oportunidade, e gostaríamos de deixar o link do nosso fotolog, lá o pessoal encontra links pra baixar mp3, pra comunidade no orkut, e tudo mais, anota ae: www.fotolog.com/brokendreamshc. É isso aí, paz no mundo que a gente tá precisando. Abraços.

 
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